Prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra. Foto: Victor Emannuel / Sistema Arapuan de Comunicação
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), afirmou nesta sexta-feira (14) que a decisão sobre o apoio do seu grupo político nas eleições para o Senado será tomada de forma coletiva. Segundo ele, o anúncio deve ocorrer entre domingo (16) e segunda-feira (17).
Em entrevista, o prefeito explicou que tem realizado reuniões com vereadores, suplentes, deputados e outras lideranças para ouvir diferentes posições antes de definir o posicionamento do grupo.
Leo ressaltou que não pretende tomar a decisão sozinho e afirmou que todos os integrantes do agrupamento político serão consultados.
“Leo não vai tomar a decisão sozinho. Leo vai tomar a decisão com o nosso agrupamento político, ouvindo todos”, declarou.
O prefeito afirmou que ainda não há uma decisão definitiva sobre os nomes que receberão o apoio do grupo.
De acordo com Leo, as conversas devem ser concluídas até o início da próxima semana, quando o posicionamento oficial deverá ser anunciado.
O gestor disse ainda que já ouviu deputados, vereadores, suplentes e outras lideranças que fazem parte da base política.
Durante a entrevista, o prefeito também negou que tenha fechado compromisso com algum candidato ao Senado.
Segundo ele, apesar das especulações sobre um possível apoio a determinados nomes, as negociações continuam em andamento.
“Não estamos certos com ninguém”, afirmou.
Leo também destacou que sua principal prioridade continua sendo a administração de João Pessoa e o trabalho à frente da Prefeitura.
Leo Bezerra explicou que decidiu ampliar a participação do grupo nas decisões políticas por considerar que, em momentos anteriores de sua trajetória, as definições eleitorais eram tomadas de cima para baixo.
O prefeito lembrou que já exerceu os cargos de suplente de vereador, vereador e vice-prefeito antes de chegar ao comando da Capital.
Segundo ele, a intenção agora é adotar um processo diferente, ouvindo aliados e lideranças antes de definir os próximos passos políticos.
“Eu nunca fui ouvido para tomar as decisões. Sempre chegava de cima para baixo e a gente votava em quem o prefeito ou o governador decidia”, declarou.
Para Leo, a participação dos aliados também representa uma forma de reconhecer aqueles que permaneceram ao lado do projeto político ao longo dos últimos anos.