Um homem foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (15), no bairro do Roger, em João Pessoa, durante uma ação realizada pela Polícia Civil da Paraíba. O suspeito foi detido por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e, segundo as investigações, é apontado como responsável pela comercialização clandestina de armamentos na região.
A prisão ocorreu durante a Operação Araque, deflagrada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão relacionados à investigação.
De acordo com o delegado Felipe Viana, responsável pelas informações sobre a operação, as investigações começaram com o objetivo de identificar integrantes de um grupo de justiceiros que teria atuado no bairro do Roger.
Segundo a Polícia Civil, esse grupo é investigado por envolvimento em um homicídio consumado e outras quatro tentativas de homicídio registradas durante o Carnaval de 2025.
Apesar de ter sido localizado e preso durante a operação, o homem detido por posse ilegal de arma não é apontado como integrante do grupo investigado pelos homicídios.
As apurações realizadas pela Polícia Civil indicam, porém, que ele teria participação em um esquema de comercialização ilegal de armas de fogo na região do Roger.
A Operação Araque foi desencadeada a partir das investigações sobre uma sequência de crimes violentos ocorridos durante o Carnaval de 2025.
A Polícia Civil passou a trabalhar na identificação das pessoas que estariam envolvidas com um grupo de justiceiros suspeito de participar de um homicídio e de quatro tentativas de homicídio.
Durante o andamento das apurações, os investigadores chegaram a outros elementos relacionados à criminalidade na região, entre eles a suspeita de comércio clandestino de armas.
Foi nesse contexto que o homem preso nesta terça-feira passou a ser investigado pela possível atuação na venda ilegal de armamentos.
A Polícia Civil reforçou que, embora o suspeito tenha sido localizado no âmbito da operação, não há, até o momento, indicação de que ele tenha participação nos homicídios e nas tentativas de homicídio que deram origem à investigação.
Além da prisão realizada nesta terça-feira, outro investigado também foi alvo das medidas determinadas pela Justiça no âmbito da Operação Araque.
De acordo com a Polícia Civil, esse segundo suspeito permanece foragido.
As equipes responsáveis pela operação continuam realizando buscas para tentar localizar o investigado e cumprir as determinações judiciais relacionadas ao caso.
A investigação segue em andamento para esclarecer a atuação dos envolvidos, identificar outras possíveis pessoas relacionadas aos crimes e reunir elementos que possam contribuir para a conclusão do inquérito.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital, que cumpriu três mandados de busca e apreensão no bairro do Roger.
A prisão em flagrante ocorreu depois que os policiais localizaram uma arma de fogo de uso restrito em posse do suspeito.
A Polícia Civil continua apurando a possível rede de comercialização ilegal de armamentos existente na localidade e também busca esclarecer se há conexão entre diferentes grupos envolvidos na criminalidade investigada no bairro.
As autoridades destacam que as investigações ainda não foram concluídas e que novas diligências poderão ser realizadas ao longo do processo.