Uma mulher denunciou um cabo da Polícia Militar, lotado em Santa Rita, por ameaças e agressões constantes sofridas ao longo de nove meses em um relacionamento abusivo. A denúncia foi feita com exclusividade ao Cidade Alerta Paraíba, da TV Correio/Record.
De acordo com a vítima, foram registrados seis boletins de ocorrência contra o policial. As agressões incluíam violência física recorrente, que deixou marcas visíveis no corpo, além de profundos danos psicológicos.
Corajosamente, ela decidiu romper o silêncio e relatou o caso à repórter Alamara Barros. Segundo o depoimento, as agressões começaram com apertos e empurrões, deixando seus braços frequentemente roxos. Em algumas ocasiões, o agressor teria ido até a casa dela utilizando a própria viatura da polícia. Em um dos episódios, ele teria batido com a arma no queixo da vítima, causando um ferimento semelhante a um corte.
A mulher também afirmou que já teve uma arma apontada contra ela e que, mesmo após o fim do relacionamento, continuou sendo ameaçada. Em uma situação ocorrida em público, ela relata ter sido ameaçada de morte. Segundo a vítima, o policial tentou tirar sua vida, mas ela conseguiu escapar e procurou ajuda no batalhão onde ele trabalhava, sendo posteriormente encaminhada à Delegacia da Mulher, em João Pessoa.
Ela informou ainda que chegou a conversar com o comandante do batalhão, que teria prometido dialogar com o policial e sugerido que ela se afastasse por alguns dias para sua própria segurança.
O que mais causou surpresa à vítima foi a informação de que as denúncias teriam sido arquivadas. Segundo ela, apesar da existência de fotos, vídeos e do exame de corpo de delito comprovando as agressões, o processo foi encaminhado para arquivamento sob a justificativa de falta de provas, restando a ela o prazo de um mês para recorrer da decisão.
Em nota enviada à reportagem do Cidade Alerta Paraíba, a Polícia Militar informou que tomou conhecimento do caso e que as medidas de apuração já foram adotadas, estando o procedimento em andamento.