Polícia Federal realiza operação de combate ao abuso sexual infantojuvenil na Paraíba

28 de maio de 2026

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (28), duas operações simultâneas na Paraíba para combater crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual. As ações ocorreram nos municípios de Manaíra, no Sertão, e Baía da Traição, no Litoral Norte do estado.

Batizadas de Cloud Locker e Guardião Digital XI, as operações tiveram como objetivo cumprir mandados judiciais de busca e apreensão relacionados ao armazenamento de imagens e vídeos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.

Em Manaíra, a Operação Cloud Locker foi iniciada após relatórios enviados pelo National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC), organização norte-americana que recebe denúncias de possíveis casos de exploração sexual infantojuvenil em plataformas digitais.

Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios de armazenamento de dezenas de arquivos ilegais em um serviço de nuvem vinculado a um morador do Sertão paraibano. Durante a ação, foram apreendidos computadores, celulares, mídias digitais e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia.

Já em Baía da Traição, a Operação Guardião Digital XI cumpriu mandado de busca e apreensão contra um investigado por armazenar conteúdo relacionado ao abuso sexual infantojuvenil. A Justiça da Paraíba também autorizou a quebra do sigilo telemático do suspeito.

A Polícia Federal reforçou que o ambiente virtual não garante anonimato e destacou o compromisso no combate aos crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A corporação também alertou para a importância da prevenção e do acompanhamento do uso da internet por crianças e adolescentes, ressaltando que o diálogo entre pais, responsáveis e menores é fundamental para identificar comportamentos suspeitos e reduzir riscos no ambiente digital.

Segundo a PF, as análises periciais dos equipamentos apreendidos poderão identificar outros crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As investigações seguem em andamento.