Paraíba é alvo de operação contra grupo suspeito de fabricar e distribuir anabolizantes

12 de agosto de 2026

A Paraíba está entre os estados-alvo de uma operação deflagrada nesta quarta-feira (12) pela Polícia Civil do Distrito Federal contra um grupo suspeito de fabricar e distribuir anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados.

Segundo as investigações, uma filial do grupo teria sido instalada na Paraíba, utilizando uma mansão alugada e uma residência de alto padrão localizada à beira-mar. A estrutura contaria ainda com o apoio de familiares e de uma mulher apontada como parceira local, responsável por receber insumos importados enviados pelos Correios.

A operação tem abrangência nacional e também envolve ações no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Acre e Minas Gerais.

Operação cumpre dezenas de mandados

Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 32 milhões em bens e valores dos investigados.

Também estão previstas a apreensão de 11 veículos de luxo, o fechamento de 13 estabelecimentos e a derrubada de 22 perfis utilizados nas redes sociais.

Celular ajudou a revelar estrutura do grupo

De acordo com a Polícia Civil, a investigação ganhou força após uma operação de busca na residência de um suspeito apontado como responsável por um dos núcleos do esquema.

No celular apreendido, os investigadores encontraram mensagens que, segundo a polícia, detalhavam as atividades do grupo e a divisão das funções entre os integrantes.

Ainda conforme as investigações, os anabolizantes eram produzidos de forma artesanal, utilizando substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes em condições consideradas precárias.

Investigação aponta participação de profissionais

A Polícia Civil afirma que médicos veterinários teriam colaborado com o esquema por meio da emissão de receitas falsas para a compra de medicamentos controlados em estabelecimentos agropecuários.

Nutricionistas e treinadores também são apontados como pessoas que recomendavam os produtos aos consumidores.

Para tentar conferir aparência de legalidade às substâncias, o grupo utilizaria embalagens com rótulos em idiomas estrangeiros e bandeiras de outros países.

Estados tinham funções diferentes no esquema

Segundo os investigadores, a organização distribuía suas atividades entre diferentes estados.

No Distrito Federal, estariam concentradas estruturas de fabricação e armazenamento, além de academias utilizadas na divulgação dos produtos e uma gráfica responsável pela produção das embalagens.

Em Goiás, a investigação identificou depósitos para recebimento de insumos, uma farmácia de manipulação apontada como integrante do esquema e atividades relacionadas à movimentação financeira.

Na Paraíba, o grupo teria mantido uma filial em imóveis de alto padrão, além de uma estrutura voltada ao recebimento de produtos e insumos importados.

No Paraná, uma fornecedora localizada em região de fronteira e o marido seriam responsáveis pela distribuição das substâncias para outros estados.

A investigação também aponta que Acre e Minas Gerais eram utilizados como pontos de circulação e escoamento dos produtos.