O ministro Alexandre de Moraes determinou a proibição do uso de drones nas proximidades da residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena

29 de março de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proibiu o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A medida foi publicada neste sábado (28).

Na sexta-feira (27), Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, onde estava internado desde 13 de março para tratamento de pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. No mesmo dia, policiais militares atuaram para impedir o uso irregular de drones nas proximidades do condomínio no bairro Jardim Botânico, em Brasília.

Segundo o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Distrito Federal, “a ação foi motivada pela identificação de equipamentos não autorizados sobrevoando o imóvel, representando risco à segurança e violação do espaço aéreo”.

Para garantir a segurança, Moraes determinou que, caso a medida seja desrespeitada, a Polícia Militar poderá abater os drones, apreendê-los e prender em flagrante seus operadores.

Na terça-feira (24), o ministro havia concedido prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, considerando que ele não tinha condições de retornar à prisão devido à saúde. A prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias, podendo ser reavaliada e sujeita a nova perícia médica.

Moraes também ordenou que o ex-presidente continue sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, Bolsonaro chegou a ser preso por violar o equipamento. A Polícia Militar ficará responsável pela segurança da residência para evitar qualquer tentativa de fuga.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista e, antes da internação, cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.