A mulher investigada por supostamente decepar o órgão genital do companheiro, de 33 anos, em Campina Grande, se apresentou à Polícia Civil e prestou depoimento sobre o caso. O crime aconteceu no dia 6 de setembro, no bairro da Catingueira.
A investigação também apura denúncias de possíveis abusos sexuais envolvendo os dois filhos da mulher, de 8 e 10 anos. De acordo com a Polícia Civil, ela compareceu à delegacia na última quinta-feira (10), foi ouvida e acabou liberada.
A corporação informou que deve realizar uma entrevista coletiva nesta terça-feira (15) para apresentar informações sobre o andamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria agredido o companheiro após tomar conhecimento de relatos feitos pelos filhos. As crianças teriam apontado o padrasto como suspeito de abusos sexuais.
Conforme as informações repassadas à polícia, os menores teriam contado à mãe sobre os supostos abusos um dia antes da agressão. Os relatos indicam que os atos teriam ocorrido em troca de um aparelho celular.
Após o pai das crianças registrar um boletim de ocorrência, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as denúncias.
A apuração dos possíveis abusos será conduzida por uma delegacia especializada. Já a investigação relacionada à agressão contra o homem ficará inicialmente sob responsabilidade da delegacia distrital da região.
Como parte do trabalho investigativo, áudios e vídeos relacionados ao caso foram encaminhados para análise pericial. O objetivo é verificar a integridade e a autenticidade dos arquivos.
As duas crianças também deverão passar por exames no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol). Os procedimentos devem auxiliar as autoridades na busca por possíveis lesões ou outros elementos que possam contribuir para esclarecer as denúncias.
O homem de 33 anos, apontado como suspeito dos supostos abusos, ainda deverá ser ouvido pela Polícia Civil para apresentar sua versão sobre as acusações.
Na noite de 6 de setembro, o homem foi encontrado gravemente ferido em uma residência no bairro da Catingueira. Segundo a Polícia Militar, ele estava com as mãos e os pés amarrados e havia perdido uma quantidade significativa de sangue.
O órgão genital não foi localizado no imóvel.
Ainda conforme o relato apresentado à Polícia Militar, o homem afirmou que a companheira teria pedido para fazer testes com diferentes tipos de nós que estaria aprendendo durante um curso de bombeiro civil. Depois disso, ele teria sido amarrado.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde recebeu atendimento médico. Ele teve alta na manhã da terça-feira (8).
A Polícia Civil continua investigando os dois casos separadamente para esclarecer as circunstâncias da agressão e verificar a procedência das denúncias envolvendo as crianças.