A mulher suspeita de agredir e decepar o órgão genital do ex-companheiro, em Campina Grande, relatou como teria descoberto os supostos abusos contra os filhos e afirmou possuir vídeos que, segundo ela, registrariam a confissão do homem.
O caso aconteceu no bairro da Catingueira. O homem, de 33 anos, foi encontrado amarrado e com o órgão genital decepado e permanece internado no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.
Em um relato divulgado após o caso, a mulher afirmou que ficou “sem chão” ao descobrir o que teria acontecido. Segundo ela, antes da agressão, conversou com o ex-companheiro e teria investigado a situação.
“Isso não foi feito no desespero. Isso foi, eu investiguei ele, eu conversei com ele. Ele confessou, eu tenho vídeo dele confessando”, declarou.
A mulher também afirmou que os filhos teriam contado os supostos abusos a ela e que possui gravações dos relatos das crianças.
“Meus filhos têm vídeo me contando tudo o que aconteceu em detalhes”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, o homem é padrasto das duas crianças, de 8 e 10 anos, e mantinha um relacionamento com a mãe delas havia cerca de seis anos. A polícia investiga a denúncia de possível abuso sexual contra as crianças, além da agressão sofrida pelo homem.
A suspeita afirmou ainda que não está foragida e que pretende se apresentar à Polícia.
“Eu não tô fugida, eu não tô foragida. Eu vou me apresentar. Na melhor hora, eu vou me apresentar na delegacia”, disse.
Sobre a agressão, a mulher afirmou que agiu após a suposta confissão do ex-companheiro e justificou o ataque como uma forma de impedir que ele voltasse a cometer abusos.
“Eu sou mãe. Aí foi onde eu cortei. Eu cortei as partes dele pra ele nunca mais fazer isso com filho de ninguém”, declarou.
A Polícia Civil continua investigando o caso. Até o momento, as acusações de abuso contra as crianças são tratadas como suspeitas e deverão ser apuradas pelas autoridades.