Mais de 130 câmeras clandestinas são retiradas na Grande João Pessoa em quatro meses

27 de agosto de 2026

Mais de 130 câmeras instaladas de forma clandestina foram apreendidas nos últimos quatro meses na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo as investigações, os equipamentos eram utilizados por grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas para monitorar a movimentação nas comunidades e identificar a aproximação de policiais.

A retirada dos dispositivos faz parte de uma ação integrada das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros. O objetivo é desarticular estruturas de vigilância utilizadas por organizações criminosas para ampliar o controle territorial e dificultar operações de segurança.

Um dos casos mais recentes aconteceu no bairro de Gramame, na Zona Sul de João Pessoa. Na quarta-feira (26), policiais militares localizaram uma central de monitoramento instalada em um residencial que, conforme as investigações, estaria sob controle do tráfico. Ao todo, 11 câmeras foram retiradas e apreendidas.

De acordo com a Polícia Militar, o sistema permitia acompanhar a movimentação nas proximidades e identificar a chegada de equipes de segurança.

Câmeras também foram retiradas em Campina Grande

A ação também chegou a Campina Grande. Na terça-feira (25), dez câmeras foram retiradas de postes de iluminação no bairro Vila Cabral.

A Polícia Civil investiga se os equipamentos eram utilizados por integrantes de grupos criminosos para monitorar a movimentação em diferentes pontos da cidade. Os investigadores também trabalham para identificar os responsáveis pela instalação e operação dos dispositivos.

As forças de segurança devem realizar novas diligências para localizar outros pontos de monitoramento clandestino e verificar possíveis conexões entre os equipamentos encontrados e organizações criminosas.

O superintendente da Polícia Civil, Cristiano Santana, afirmou que a retirada das câmeras ocorre de forma contínua e paralelamente ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

Segundo ele, o combate às estruturas de monitoramento utilizadas pelo crime organizado permanece como uma das frentes de atuação das forças de segurança.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão da rede de vigilância clandestina.