O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação na Paraíba no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e encerrou a disputa com 67,46% dos votos válidos no estado. De acordo com levantamento publicado pelo Jornal da Paraíba, o candidato recebeu quase 220 mil votos a mais em comparação com a primeira etapa do pleito.
O desempenho foi associado a uma combinação de articulação política, mobilização nas ruas e engajamento nas redes sociais. Entre os fatores destacados está a participação do governador Lucas Ribeiro (PP), que passou a atuar diretamente na campanha de Lula logo após o resultado do primeiro turno.
Lucas Ribeiro intensificou a busca por apoios regionais e participou das articulações em favor da candidatura petista. A movimentação contribuiu para ampliar a presença da campanha em diferentes regiões do estado.
Outro elemento apontado foi a mobilização digital de apoiadores de Lula, com a participação de grupos políticos e militantes nas redes sociais. As atividades virtuais foram acompanhadas por manifestações presenciais, incluindo atos com a presença de jovens e integrantes de movimentos sindicais.
Na avaliação apresentada pela análise original, a combinação dessas estratégias ajudou a fortalecer a campanha petista na reta final da eleição.
Do outro lado, aliados do bolsonarismo na Paraíba tinham como objetivo alcançar a marca de um milhão de votos para Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar de aumentar sua votação, passando de aproximadamente 831 mil para 865 mil votos, o candidato não atingiu a meta projetada por lideranças do PL paraibano. Em termos proporcionais, sua participação nos votos válidos também diminuiu diante do avanço de Lula.
Os dados eleitorais mostram uma redução no número de eleitores que deixaram de comparecer às urnas. No primeiro turno, a Paraíba registrou 564.543 abstenções, correspondentes a 17,38% do eleitorado. No segundo, o número caiu para 504.874, ou 15,54%.
Os votos brancos passaram de 52.297 para 25.943, enquanto os nulos diminuíram de 117.944 para 58.348.
A redução desses índices acompanhou o crescimento da votação de Lula no estado. Os números ajudam a dimensionar as mudanças na participação eleitoral entre os dois turnos, embora, isoladamente, não determinem as razões individuais de cada eleitor para votar ou comparecer às urnas.
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