A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como “PEC da Blindagem” ou “PEC das Prerrogativas Parlamentares” foi aprovada na madrugada desta quarta-feira na Câmara dos Deputados, com 344 votos favoráveis e 133 contrários. O texto, que amplia as proteções de deputados e senadores contra decisões judiciais, agora segue para análise no Senado Federal, onde precisará de aprovação em dois turnos para entrar em vigor.
Dos 12 deputados federais que representam a Paraíba, 10 votaram a favor da proposta:
Dois deputados paraibanos votaram contra a PEC:
De autoria do deputado licenciado e atual ministro do Turismo, Celso Sabino (Republicanos), a PEC propõe alterações significativas nas prerrogativas parlamentares. O texto estabelece que deputados e senadores não podem ser afastados de seus mandatos por decisões judiciais monocráticas. Em casos de prisão em flagrante por crimes inafiançáveis, os parlamentares ficariam sob custódia da Casa Legislativa à qual pertencem (Câmara ou Senado) até que o plenário decida sobre a manutenção ou revogação da prisão.
Além disso, a proposta prevê que parlamentares não podem ser responsabilizados civil ou penalmente por suas ações no exercício do mandato, exceto em situações específicas. Medidas cautelares que afetem o mandato, como prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica, só terão validade se confirmadas pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por julgar deputados e senadores.
A PEC aguardava votação em plenário desde a gestão do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Apelidada de “PEC da Blindagem” por críticos, a proposta é vista como uma tentativa de reforçar a imunidade parlamentar, mas também levanta preocupações sobre a possibilidade de dificultar investigações e ações judiciais contra políticos. Defensores, por outro lado, argumentam que a medida protege a independência do Legislativo e evita abusos judiciais.
A tramitação da PEC no Senado será acompanhada de perto, já que o texto precisa de 49 votos favoráveis em dois turnos para ser aprovado. Caso passe, a proposta pode alterar significativamente o equilíbrio entre os poderes Legislativo e Judiciário no Brasil.