Perícia é realizada em elevador que despencou com mãe e dois filhos três meses após acidente

01 de setembro de 2026

Condomínio onde elevador caiu e deixou feridos processou construtora por falhas, em João Pessoa – Foto: TV Cabo Branco. Gustavo Demétrio

Três meses após o acidente que deixou uma mulher ferida depois que um elevador despencou enquanto ela estava com os dois filhos, a Polícia Civil realizou, nesta terça-feira (1º), uma perícia no prédio residencial onde o caso aconteceu, em João Pessoa. Os equipamentos permanecem interditados desde o dia do acidente, ocorrido em maio.

O trabalho pericial foi acompanhado pelo delegado Paulo Josafá, responsável pela investigação do caso. A equipe contou com dois peritos, além de profissionais encarregados de fazer os registros fotográficos da estrutura e dos equipamentos.

Segundo o delegado, a investigação criminal foi iniciada somente depois que um boletim de ocorrência foi registrado nas últimas duas semanas.

Paulo Josafá explicou que, inicialmente, a família havia procurado a Justiça na esfera cível, por meio de advogados, para tratar do caso. Somente depois da comunicação do acidente à Polícia Civil e do registro do boletim de ocorrência é que foram iniciadas as diligências destinadas a investigar as circunstâncias do episódio.

A perícia realizada nesta terça-feira (1º) deverá analisar as condições do elevador e contribuir para identificar se houve alguma falha de manutenção ou outro tipo de problema que possa ter provocado o acidente.

Neste momento, porém, o delegado informou que ainda não é possível divulgar conclusões sobre os resultados da perícia ou apontar o que teria causado a queda do equipamento.

Investigação continua

Após a realização da perícia, a Polícia Civil deverá dar continuidade à investigação e começar a ouvir testemunhas e outras pessoas envolvidas no caso.

Entre os que deverão prestar depoimento estão o síndico do condomínio e representantes da empresa responsável pela manutenção dos elevadores. A moradora que ficou ferida no acidente também deverá ser ouvida pela polícia.

De acordo com o delegado, a mulher já recebeu alta médica e está se recuperando após os ferimentos provocados pelo acidente.

O laudo produzido pelos peritos deve ficar pronto em um prazo de até 30 dias. Até que a investigação seja concluída, os elevadores continuarão interditados. A medida também permitirá que, caso seja necessário, uma perícia complementar seja realizada posteriormente.

Ao término do inquérito, a Polícia Civil deverá analisar todas as circunstâncias relacionadas à queda do elevador e verificar se existem responsabilidades pelas lesões sofridas pela moradora.

Condomínio já havia acionado construtora

Antes do acidente, o condomínio já havia recorrido à Justiça contra a construtora responsável pelo empreendimento em razão de problemas apresentados pelos elevadores.

Além da ação judicial, o condomínio também teria contratado uma empresa para produzir um laudo próprio sobre as condições dos equipamentos.

A investigação policial deverá reunir ainda outros documentos e informações relacionados ao caso. Novas diligências poderão ser realizadas antes da conclusão do inquérito.

A partir dos resultados da perícia, dos depoimentos das testemunhas e dos demais documentos que forem incorporados à investigação, a Polícia Civil deverá avaliar o que provocou o acidente e se houve eventual responsabilidade relacionada à manutenção ou às condições de funcionamento do elevador.