Mulher de 22 anos é presa em flagrante por golpe do Pix falso em farmácia de João Pessoa

15 de outubro de 2025

A Polícia Civil da Paraíba prendeu em flagrante, na tarde desta terça-feira (14), uma mulher de 22 anos suspeita de aplicar golpes de estelionato contra uma farmácia no bairro Gramame, na capital paraibana. Identificada como I.K.A.S., a suspeita foi detida pela Delegacia Especializada de Crimes Contra o Patrimônio da Capital (DCCPAT) logo após receber uma entrega de produtos, totalizando R$ 819 em mercadorias não pagas.

De acordo com as investigações, a mulher realizava compras frequentes – quase diárias – de fraldas descartáveis e alimentos infantis, como latas de leite em pó. Os pedidos eram feitos via WhatsApp, e ela enviava comprovantes falsos de pagamento por Pix para enganar a proprietária do estabelecimento. Em depoimento à polícia, a suspeita confessou o esquema: ela editava imagens de comprovantes de agendamento de Pix, enviando-as como se o pagamento tivesse sido efetuado, e imediatamente cancelava a transação real no aplicativo bancário.

A prisão ocorreu quando a mulher fez um novo pedido de 12 pacotes de fraldas, no valor de R$ 819. Alertada pelas fraudes anteriores, a dona da farmácia denunciou o caso à DCCPAT, que acompanhou a entrega em tempo real. Os agentes flagraram a suspeita no momento em que recebia os itens e a conduziram para a delegacia, onde foram apreendidos outros pacotes de fraldas e produtos semelhantes oriundos de golpes prévios, encontrados em sua residência.

Modus Operandi e Alertas sobre o Golpe

O “golpe do Pix falso” tem se tornado comum em transações comerciais, especialmente em vendas online ou por delivery. Especialistas em segurança cibernética recomendam a verificação imediata de depósitos via app do banco ou consulta ao extrato, em vez de confiar apenas em imagens de comprovantes. “Esses arquivos editados com apps de edição de imagem são convincentes à primeira vista, mas um contato rápido com a instituição financeira revela a fraude”, explica o delegado responsável pelo caso, João Paulo Amazonas, em entrevista ao ClickPB.

A proprietária da farmácia, que preferiu não se identificar, relatou prejuízos acumulados de centenas de reais ao longo de semanas. “Ela era simpática, pedia sempre os mesmos itens e enviava os comprovantes na hora. Só percebi o padrão quando os valores não entravam na conta”, contou ao Portal do Litoral PB.

Encaminhamento Judicial

A suspeita foi autuada por estelionato (artigo 171 do Código Penal), crime que prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos, além de multa. Ela permanece à disposição da Justiça na DCCPAT e deve passar por audiência de custódia em breve, onde um juiz decidirá sobre a manutenção da prisão preventiva ou soltura com medidas cautelares.

A ação policial reforça o trabalho da DCCPAT no combate a crimes patrimoniais na região metropolitana de João Pessoa, que registrou aumento de 15% em denúncias de fraudes digitais nos últimos meses, segundo dados preliminares da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba.

Casos semelhantes já foram registrados na capital, como o de um casal preso em 2023 por golpes idênticos em lojas virtuais. Autoridades alertam lojistas e consumidores para redobrar a atenção em transações remotas, especialmente com itens de alto giro como produtos infantis.