O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira (31), o projeto da Lei Antifacção, com o objetivo de intensificar o combate às facções criminosas em todo o país. Entre as principais mudanças propostas, destaca-se o aumento das penas para membros de facções, que poderão chegar a até 30 anos de prisão.
O texto do projeto redefine a organização criminosa qualificada como “facção criminosa” no âmbito jurídico, visando fortalecer as ferramentas de investigação e repressão. A iniciativa surge poucos dias após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que expôs a urgência de medidas mais rigorosas contra o crime organizado.
De acordo com o governo federal, a lei criará mecanismos para ampliar o poder do Estado e das forças policiais, permitindo investigações mais eficazes e o “asfixiamento” financeiro das facções. Além disso, o projeto prevê instrumentos para proteger os órgãos públicos da infiltração por membros dessas organizações. “Vamos mostrar para a população como se enfrenta o crime organizado”, prometeu Lula em suas redes sociais, enfatizando a determinação do governo.
Em vídeo publicado online, o presidente reforçou: “Vamos mostrar como é que se enfrenta as facções aqui nesse país, como é que se enfrenta aqueles que vivem da exploração do povo mais humilde desse país”. Lula defendeu a necessidade de união entre as esferas de poder para derrotar as facções, destacando que diferenças políticas não devem impedir o avanço. “As facções só serão derrotadas com o esforço conjunto de todas as esferas de poder. Diferenças políticas não podem ser pretexto para que deixemos de avançar. Por isso, confio no empenho dos parlamentares para a rápida tramitação e aprovação destes nossos projetos. As famílias brasileiras merecem essa dedicação”, frisou.
A proposta do governo pretende integrar a Lei Antifacção à PEC da Segurança Pública, enviada ao Congresso em abril deste ano, formando um pacote mais amplo de medidas para reforçar a segurança nacional. Com isso, o Executivo busca não apenas punir, mas também prevenir a expansão das facções, cortando suas fontes de financiamento e influência.
A tramitação do projeto no Congresso será acompanhada de perto, com expectativas de debates intensos sobre sua efetividade e impactos no sistema penitenciário. Representantes do governo afirmam que a lei representa um passo crucial para proteger as comunidades mais vulneráveis, que sofrem diretamente com a ação do crime organizado.