Justiça do Trabalho Bloqueia Bens de Influenciador Hytalo Santos e Marido por Suspeita de Trabalho Infantil e Outros Crimes

21 de agosto de 2025

João Pessoa, PB – A Justiça do Trabalho determinou o bloqueio de bens do influenciador Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente, em decisão sigilosa confirmada pelo Conversa Política. A medida, proferida na terça-feira (19), atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), apresentado na segunda-feira (18), que investiga denúncias de trabalho infantil em redes sociais, exploração sexual e tráfico humano para fins de exploração de crianças e adolescentes.

Foram bloqueados cinco veículos de luxo, empresas, imóveis e valores financeiros até o limite de R$ 20 milhões, conforme solicitado pelo MPT-PB. O objetivo, segundo o órgão, é garantir o pagamento de indenizações por dano moral coletivo e medidas de reparação e assistência às vítimas, diante de indícios de ocultação de patrimônio, com “movimentação financeira atípica e manobras de ‘blindagem’, ocultação e dissipação patrimonial”.

Prisões em São Paulo

Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos na sexta-feira (15) em São Paulo, após mandados expedidos pela Justiça da Paraíba. A operação foi conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), em conjunto com o MPT-PB, a Polícia Civil da Paraíba, a Polícia Civil de São Paulo (PCSP) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os dois devem ser transferidos para a Paraíba em voo comercial, conforme decisão do juiz Rudimacy Firmino, da 2ª Vara Mista de Bayeux, conforme apurado pelo Jornal da Paraíba.

Investigações em Andamento

O MPT-PB conduz três procedimentos contra Hytalo Santos. Além da investigação principal, que apura trabalho infantil, exploração sexual e tráfico humano, foram abertos dois novos inquéritos trabalhistas. Segundo o procurador do Trabalho Flávio Gondim, depoimentos colhidos indicaram outros possíveis ilícitos trabalhistas, levando à abertura de investigações sobre assédio sexual contra funcionários e assédio moral, maus-tratos e atos de violência física contra colaboradores. Esses novos inquéritos não envolvem questões relacionadas a crianças ou adolescentes, mas sim pessoas que prestaram serviços ao influenciador.

As denúncias foram documentadas com base em depoimentos de testemunhas, e as investigações seguem em curso. O caso ganhou destaque pela gravidade das acusações e pela amplitude das medidas judiciais tomadas.