Gaeco-PB Assume Investigação contra Hytalo Santos e Israel Vicente por Tráfico de Pessoas e Exploração de Menores

15 de setembro de 2025

O caso envolvendo o influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, passou a ser investigado integralmente pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A dupla, presa desde 15 de agosto de 2025 em São Paulo, completa um mês de detenção nesta segunda-feira (15) e enfrenta acusações de tráfico de pessoas e exploração de crianças e adolescentes.

Transferência da Investigação

Inicialmente, o caso era conduzido pelas promotorias de Bayeux e João Pessoa, sob responsabilidade dos promotores Ana Maria França e João Arlindo. No entanto, desde o final de agosto, a investigação foi transferida exclusivamente para o Gaeco-PB, que agora reúne provas e conduz as apurações. Segundo o promotor Dennys Carneiro, do Gaeco, o processo tramita em segredo de Justiça, e detalhes sobre a denúncia não podem ser divulgados.

Envolvimento da Polícia Civil

A Polícia Civil da Paraíba não conduz diretamente a investigação, que é de competência exclusiva do Gaeco. O delegado Carlos Othon informou que a corporação presta apenas apoio técnico, com o setor de Inteligência atuando na extração de dados de oito equipamentos eletrônicos apreendidos. Além disso, a Polícia Civil participou da logística de transferência do casal para a Paraíba em 28 de agosto, quando Hytalo e Israel foram encaminhados ao Presídio do Roger, em João Pessoa.

Posição da Defesa

O advogado do casal, Felipe Cassimiro, afirmou que “muitos pedidos” de liberdade foram protocolados junto à Justiça, mas ainda aguardam decisão. A defesa reitera a inocência de Hytalo Santos e Israel Vicente e expressa confiança de que a prisão será revertida nos próximos dias.

Contexto do Caso

Hytalo Santos e Israel Vicente foram detidos em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após mandados expedidos pela Justiça da Paraíba. As acusações incluem a exploração sexual de menores e a produção de conteúdos digitais com crianças e adolescentes em situações inadequadas. O caso ganhou repercussão nacional após denúncias do youtuber Felca, que expôs supostas práticas de “adultização” e exploração em vídeos produzidos pelo influenciador.

As investigações seguem em andamento sob a liderança do Gaeco-PB, com expectativa de que novas informações sejam apresentadas conforme o avanço da análise das provas coletadas.