A defesa de Davi Piazza Pinto, acusado de matar o próprio filho, de 11 anos, em João Pessoa, pediu à Justiça que ele seja submetido a uma avaliação de insanidade mental. O pedido tramita na 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba.
O crime aconteceu no ano passado. Na época, segundo a investigação, Davi afirmou à Polícia Civil que matou a criança porque estava endividado e não queria pagar pensão alimentícia.
A juíza responsável pelo caso determinou que o Ministério Público da Paraíba se manifeste sobre o pedido da defesa no prazo de dez dias. Até a última atualização, o MPPB ainda não havia apresentado posicionamento.
Caso seja autorizado, o procedimento será realizado por uma junta médica e terá como objetivo avaliar se o réu tinha capacidade de compreender o caráter de seus atos no momento do crime.
Davi permanece preso preventivamente. Ele havia se apresentado espontaneamente à Polícia Civil em Florianópolis, Santa Catarina, após o assassinato.
Em novembro do ano passado, a Polícia Civil indiciou Davi por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O homicídio foi qualificado por motivo torpe, uso de asfixia e pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos.
Segundo as investigações, após matar o filho, Davi transportou o corpo até uma área de mata no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa, onde o enterrou em uma cova rasa, nas proximidades de uma antiga fábrica abandonada.
O corpo foi encontrado dentro de um saco plástico e parcialmente coberto por terra.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil mostram o suspeito deixando o apartamento onde o crime ocorreu, no Jardim Oceania, em um carro de aplicativo. Ele aparece carregando uma trouxa de lençol. Segundo a investigação, o corpo da criança estava envolvido nos lençóis.
Os motoristas de aplicativo que transportaram Davi foram ouvidos durante as investigações. A Polícia Civil concluiu que ele teria agido sozinho e que o crime foi premeditado.
A perícia apontou que a causa da morte foi asfixia por sufocação.