A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e o uso de todos os lotes de insulina distribuídos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (6), após a identificação de irregularidades sanitárias.
Segundo a agência, a empresa distribuiu insulina glargina de 3 mL/100 UI sem possuir Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para exercer essa atividade, descumprindo as normas sanitárias.
Uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Petrópolis, no Rio de Janeiro, no início de setembro, constatou que a empresa não funcionava no endereço informado em seu cadastro e não possuía licença sanitária identificada no local.
A Agência Brasil tentou contato com a Costa Mar Comércio Licitatório Ltda., mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.
A resolução também determinou a proibição de diversos peptídeos sem registro sanitário, incluindo produtos à base de tirzepatida comercializados pelo site Peptídeos Pro.
De acordo com a Anvisa, os produtos não podem ser fabricados, vendidos, distribuídos, divulgados, transportados ou utilizados. A determinação abrange pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação envolvidos nessas atividades.
Os peptídeos são moléculas que desempenham diferentes funções no organismo, participando de processos biológicos como a regulação hormonal, a cicatrização e a resposta imunológica.
Entre as substâncias que ganharam destaque nos últimos anos estão medicamentos que atuam em mecanismos relacionados ao GLP-1, envolvidos no controle da glicose e da saciedade. A tirzepatida e a semaglutida são utilizadas em tratamentos médicos para diabetes e obesidade e ficaram conhecidas popularmente como canetas emagrecedoras.
A agência também proibiu peptídeos sem notificação ou cadastro sanitário, de fabricante desconhecido, vendidos por meio do site Peptídeos do Brasil.
A lista divulgada pela agência inclui:
Os produtos estão sujeitos à apreensão, conforme a determinação sanitária.
A Anvisa também suspendeu a venda, a distribuição e o uso do lote JNYJ1201 do medicamento Imaavy, de 300 mg, após a fabricante Janssen-Cilag Farmacêutica comunicar o recolhimento voluntário do produto.
Segundo a empresa, existe a possibilidade de presença de partículas de vidro no interior dos frascos desse lote.
Outra determinação envolve o lote 0000207107 do medicamento Lizbi, de 2 mg/mL, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A.
Nesse caso, foi confirmada uma falha de qualidade relacionada à perda de esterilidade da solução, causada pelo comprometimento da integridade da embalagem primária.
A Agência Brasil informou que procurou a fabricante para obter esclarecimentos e aguardava um posicionamento até a publicação da reportagem.
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