Um homem apontado pelas investigações como uma das principais lideranças de uma facção criminosa que atua no Acre foi preso nesta quarta-feira (16), em João Pessoa. Segundo a Polícia Federal, o investigado vivia na Paraíba utilizando uma identidade falsa.
A prisão ocorreu durante a Operação Muro de Gesso, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que apura a atuação de um grupo envolvido com tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
Na Paraíba, foram cumpridos mandados nas cidades de João Pessoa e Cabedelo. A identidade do homem preso não foi divulgada pelas autoridades.
De acordo com as investigações, o suspeito teria uma função de liderança dentro da organização criminosa e, mesmo sem apresentar atividade profissional ou fonte de renda legal compatível, mantinha um padrão de vida elevado.
Os investigadores também apontaram que parentes e outros integrantes do grupo teriam sido utilizados como intermediários para registrar bens que, segundo a apuração, estariam relacionados ao patrimônio da organização. Entre os bens identificados estão imóveis residenciais e comerciais, apartamentos de alto padrão e veículos de luxo.
As investigações também relacionam o grupo ao tráfico de drogas. Ao longo da apuração, aproximadamente 396 quilos de cocaína foram apreendidos em ocorrências associadas à organização.
Por determinação judicial, foram apreendidos 29 imóveis e dois veículos. Também foi determinado o bloqueio de até R$ 8 milhões em valores e bens ligados aos investigados.
A Operação Muro de Gesso integra uma ação nacional de combate ao crime organizado. A Operação Força Integrada IV foi deflagrada simultaneamente pelas Ficcos em 19 estados brasileiros.
Ao todo, a mobilização nacional cumpre 173 mandados de busca e apreensão e 106 mandados de prisão. As investigações abrangem crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e participação em organizações criminosas.
As medidas determinadas pela Justiça incluem ainda bloqueios e apreensões patrimoniais que, somadas em todas as investigações da operação, ultrapassam R$ 508 milhões.