Lucas Ribeiro declara maior arrecadação entre candidatos ao Governo da Paraíba

15 de setembro de 2026

O governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição, declarou a maior receita de campanha entre os candidatos ao Governo da Paraíba, segundo os dados da prestação de contas parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até o momento analisado pela Justiça Eleitoral, Lucas informou ter recebido R$ 7,61 milhões em recursos para a campanha. A maior parte do valor é proveniente de recursos públicos destinados ao financiamento eleitoral.

Na disputa pelo Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL) aparece com R$ 6,89 milhões em receitas declaradas. Cícero Lucena (MDB), por sua vez, registrou aproximadamente R$ 5 milhões.

Entre os três candidatos, Cícero declarou o maior volume de recursos provenientes de doações privadas, com R$ 58 mil. Lucas informou R$ 30 mil em recursos privados, enquanto Efraim declarou R$ 24,8 mil.

Recursos movimentados nas campanhas

Considerando candidatos e partidos na Paraíba, foram declarados R$ 145,91 milhões em receitas até o período analisado. Desse total, R$ 135,97 milhões correspondem a recursos públicos e R$ 9,94 milhões a recursos privados.

Os números fazem parte da prestação de contas parcial disponibilizada pelo TSE na plataforma DivulgaCandContas, que permite consultar receitas, despesas, doadores e fornecedores das campanhas.

Disputa pelo Senado

Entre os candidatos às duas vagas da Paraíba no Senado Federal, Marcelo Queiroga (PL) declarou R$ 3,81 milhões em receitas. O valor corresponde praticamente ao limite de gastos estabelecido para a disputa no estado, de R$ 3.811.887,03.

Na sequência aparecem João Azevêdo (PSB), com R$ 3 milhões, e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, com R$ 2,8 milhões.

Entre esses três candidatos, João Azevêdo declarou o maior volume de recursos privados, totalizando R$ 435 mil.

Candidatos à Câmara dos Deputados

Na disputa por uma vaga na Câmara Federal, Tião Gomes (PSB) declarou aproximadamente R$ 2,8 milhões em receitas.

Cabo Gilberto (PL) também aparece com cerca de R$ 2,8 milhões, enquanto George Morais (PL) registrou R$ 2,4 milhões.

No caso de Tião Gomes, a prestação de contas aponta recursos provenientes de diferentes fontes, incluindo R$ 500 mil do Fundo Partidário, além de outros valores destinados à campanha.

O limite de gastos para candidatos a deputado federal na Paraíba é de aproximadamente R$ 3,17 milhões.

Disputa pela Assembleia Legislativa

Entre os candidatos à Assembleia Legislativa da Paraíba, Olivia Motta (Republicanos), irmã do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou a maior receita até o momento, com R$ 1,2 milhão.

O limite de gastos para o cargo é de aproximadamente R$ 1,27 milhão.

Na sequência estão a deputada estadual Cida Ramos (PT), que também preside o partido no estado, e Fernanda Alvino (União Brasil), ambas com R$ 1 milhão em receitas declaradas.

Republicanos concentra maior volume entre partidos

Entre as legendas, o Republicanos aparece com o maior volume de recursos declarados para as eleições na Paraíba, com mais de R$ 8 milhões provenientes de fundos destinados à campanha.

O MDB aparece na sequência, com R$ 3,6 milhões em recursos declarados, segundo os dados apresentados na prestação parcial.

Já Novo, PCdoB e PT não registravam, até o período analisado, recursos recebidos diretamente na prestação mencionada.

Dados ainda podem ser atualizados

A prestação de contas divulgada pelo TSE reúne a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro registrados pelas candidaturas e partidos até 8 de setembro de 2026.

As informações foram encaminhadas à Justiça Eleitoral entre os dias 9 e 13 de setembro e ainda podem sofrer alterações durante o processo eleitoral. O TSE disponibilizou os dados publicamente a partir desta terça-feira (15), permitindo o acompanhamento das receitas e despesas das campanhas.

A prestação parcial é uma exigência da legislação eleitoral. Na Paraíba, o TRE-PB informou que candidatos e partidos deveriam registrar as movimentações financeiras realizadas até 8 de setembro entre os dias 9 e 13 deste mês.

A ausência da prestação, o envio fora do prazo ou a apresentação de informações que não correspondam à movimentação efetiva podem ser considerados irregularidades graves e serão analisados no julgamento das contas finais.