A Polícia Civil investiga a possibilidade de que um adolescente de 15 anos tenha agido em legítima defesa de terceiro ao matar o padrasto com uma facada, no último domingo (6), em Sousa, no Sertão da Paraíba.
O homem morto foi identificado como Rodrigo Crispim, de 32 anos. Segundo as informações iniciais da investigação, ele teria ido até a residência da companheira para pedir dinheiro, supostamente com o objetivo de comprar drogas.
Diante da negativa da mulher, Rodrigo teria iniciado uma agressão e passado a asfixiá-la. Ao perceber a situação, o adolescente teria tentado intervir e pedido que o padrasto parasse.
De acordo com a Polícia Civil, como as agressões teriam continuado, o jovem pegou uma faca e atingiu o homem na região de uma artéria. Rodrigo não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A principal linha investigativa considera que o adolescente pode ter agido para proteger a própria mãe. A hipótese, no entanto, ainda será analisada pelas autoridades.
A delegada Patrícia Forny, responsável pela investigação, informou que Rodrigo Crispim já teria histórico de violência doméstica e descumprido repetidamente medidas protetivas estabelecidas em favor da mulher.
Segundo a polícia, o homem fazia uso frequente de bebidas alcoólicas e também utilizava entorpecentes. Os investigadores apontam que episódios anteriores de violência contra a mulher teriam ocorrido mesmo durante a vigência das medidas judiciais.
A delegada ressaltou que o descumprimento de uma medida protetiva deve ser comunicado às autoridades, devido ao risco de novas agressões e de consequências mais graves.
Além do adolescente, outra criança também estava na residência no momento da ocorrência.
Após o ocorrido, o adolescente deixou o local e, até a última atualização, ainda não havia sido localizado.
A Polícia Civil informou que ele deverá ser ouvido para esclarecer sua versão dos fatos e contribuir para a conclusão da investigação.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas Rodrigo já estava morto quando a equipe chegou. A mãe do adolescente recebeu atendimento e foi encaminhada ao Hospital Regional de Sousa. O estado de saúde dela não foi divulgado.
A investigação deverá avaliar as circunstâncias da agressão e verificar se a conduta do adolescente se enquadra juridicamente como legítima defesa de terceiro.