O Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer três novos medicamentos destinados ao tratamento do câncer de pulmão. A distribuição dos medicamentos brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe será iniciada de forma gradual a partir de outubro.
A medida tem como objetivo ampliar as opções de tratamento oferecidas aos pacientes diagnosticados com a doença na rede pública de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, alguns dos tratamentos aguardavam há mais de 12 anos pela disponibilização no SUS. Com a implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica, os medicamentos passarão a ser financiados pelo Governo Federal.
Ao todo, aproximadamente 1,9 mil pacientes deverão ser beneficiados pela nova oferta.
A pasta informou que a disponibilização ocorrerá de maneira gradual, levando em consideração as negociações para aquisição dos medicamentos junto aos fornecedores e as características operacionais de cada tecnologia.
“Estamos em diálogo contínuo com a indústria farmacêutica para viabilizar, da forma mais ágil possível, a oferta desses medicamentos no SUS. A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas”, afirmou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.
Entre os novos medicamentos está o brigatinibe, utilizado por via oral e destinado a atuar sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas. O gefitinibe também é administrado por via oral e age sobre determinadas alterações relacionadas ao tumor.
Por serem medicamentos de uso oral, os tratamentos podem ser administrados na própria residência do paciente, o que proporciona maior comodidade em comparação com determinados esquemas convencionais de quimioterapia.
Na rede privada, os dois medicamentos, juntos, podem representar um custo superior a R$ 604,2 mil por ano.
O terceiro medicamento, o durvalumabe, pertence à classe das imunoterapias. O tratamento atua estimulando ou potencializando a capacidade do sistema imunológico de combater as células cancerígenas.
O medicamento é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos a cirurgia.
Na rede privada, o tratamento com durvalumabe pode ultrapassar R$ 643 mil por ano.
Com a incorporação dos três medicamentos ao SUS, o Ministério da Saúde pretende ampliar o acesso dos pacientes da rede pública a alternativas terapêuticas utilizadas no tratamento do câncer de pulmão.