Febre do Nilo Ocidental não tem vacina nem tratamento específico, alerta especialista

28 de agosto de 2026

Quatro casos de Febre do Nilo Ocidental foram confirmados recentemente no Brasil, sendo dois em São Paulo e dois em Santa Catarina. Um dos casos resultou na morte de uma mulher de 77 anos. Um quinto caso, no Piauí, está sendo investigado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o infectologista José Antonio Pozza, integrante do comitê de arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia, ainda não existe vacina ou medicamento específico contra a doença. O tratamento é voltado para o controle dos sintomas e inclui medidas como hidratação, repouso e medicamentos para aliviar dores, náuseas e outros desconfortos.

A maior parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 50% e 80% dos casos são assintomáticos. Quando há manifestações, os sintomas mais comuns incluem febre, náusea, vômito e dores musculares.

Em casos mais graves, a infecção pode atingir o sistema nervoso e provocar complicações como meningite, encefalite e paralisia flácida aguda. Cerca de um em cada 150 infectados pode desenvolver quadros neurológicos severos.

A transmissão ocorre principalmente por mosquitos que se infectam ao picar aves silvestres contaminadas e, posteriormente, podem transmitir o vírus aos seres humanos.

Como não há vacina disponível, a principal forma de prevenção é evitar áreas rurais e silvestres com grande presença de mosquitos, além de usar repelente e roupas que cubram a maior parte do corpo. Idosos e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.