Advogado Hilton Maia foi preso no início do mês de agosto.. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
A Justiça da Paraíba revogou, nesta sexta-feira (28), a prisão preventiva do advogado Hilton Maia, que estava preso sob suspeita de envolvimento em um caso de violência doméstica contra a companheira, em João Pessoa.
Com a decisão, o advogado poderá responder ao processo em liberdade. No entanto, ele continuará submetido às medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça, entre elas a proibição de manter qualquer tipo de contato com a vítima.
Hilton Maia havia sido preso em flagrante no dia 2 de agosto, em João Pessoa, após ser acusado de agredir a companheira. No dia seguinte à prisão, a detenção em flagrante foi convertida em prisão preventiva por determinação judicial.
A revogação da prisão preventiva foi determinada pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, após um pedido apresentado pela defesa do advogado.
Segundo as advogadas Jessyka Monteiro e Guilherme Moura, a própria Justiça avaliou que, neste momento do processo, não seria necessária a manutenção da prisão preventiva de Hilton Maia.
Apesar de deixar a prisão, o advogado continuará obrigado a cumprir as medidas protetivas estabelecidas no processo. Entre as determinações está a proibição de manter contato com a vítima.
De acordo com a defesa, Hilton Maia terá a oportunidade de apresentar seus argumentos perante a Justiça ao longo do processo. Os advogados sustentam que o caso não justificaria a manutenção da prisão preventiva.
A defesa também afirmou que a análise da necessidade de manutenção ou não da prisão preventiva durante o andamento de um processo é uma medida prevista no curso normal da Justiça.
O processo tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, a defesa não divulgou detalhes sobre a versão apresentada por Hilton Maia em relação às acusações.
Ainda segundo os advogados, o profissional está convicto de que não cometeu nenhum crime.
Mesmo com a revogação da prisão preventiva, permanecem em vigor as medidas protetivas determinadas pela Justiça, especialmente a restrição de contato com a vítima.
O caso segue em tramitação na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, enquanto a Justiça analisa os elementos apresentados pelas partes e dá continuidade ao processo.