Pessoas com sintomas de dengue ou de outras arboviroses devem evitar a automedicação e procurar atendimento médico antes de iniciar qualquer tratamento. A orientação é reforçada por profissionais de saúde, que alertam para os riscos do uso inadequado de medicamentos, capazes de agravar o quadro clínico e aumentar as chances de complicações.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Diante desses sinais, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para receber o diagnóstico correto e a indicação do tratamento mais seguro. Segundo especialistas, somente um profissional de saúde pode definir quais medicamentos são apropriados para cada paciente.
De acordo com a diretora técnica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Bancários, Thaís Pires, alguns remédios são contraindicados em casos de suspeita de dengue, pois podem favorecer sangramentos e outras complicações.
“Esses medicamentos podem agravar o quadro clínico e elevar o risco de complicações hemorrágicas. Por isso, é fundamental que o paciente procure avaliação médica antes de iniciar qualquer tratamento”, destacou.
Entre os medicamentos que devem ser evitados estão a aspirina, o ácido acetilsalicílico (AAS) e os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno, nimesulida e naproxeno. O uso de corticosteroides, como prednisona e hidrocortisona, também não é recomendado sem prescrição médica.
A médica ressalta que não existe um medicamento específico para combater a dengue ou outras arboviroses. O tratamento é direcionado ao controle dos sintomas, levando em consideração o estado clínico de cada paciente.
“Mesmo com o mesmo diagnóstico, cada pessoa pode apresentar sintomas e necessidades diferentes. Somente a avaliação médica pode indicar quais medicamentos são seguros e quais devem ser evitados”, explicou.
Quem utilizou medicamentos por conta própria deve interromper a automedicação e observar possíveis sinais de agravamento, como sangramentos, tontura intensa, dor abdominal persistente e vômitos frequentes. Também é fundamental manter uma boa hidratação e procurar atendimento médico caso os sintomas se intensifiquem.
De janeiro até a primeira semana de julho, João Pessoa contabilizou 2.219 casos prováveis de dengue, além de 24 registros de chikungunya e 12 casos suspeitos de zika. No mesmo período, foi confirmada uma morte causada pela dengue.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue não possui tratamento específico. Os principais sintomas incluem febre alta, dores musculares, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. Em situações mais graves, a doença pode provocar hemorragias e levar à morte.
Em caso de sintomas leves, a orientação é procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) de referência. Já pacientes com sinais de gravidade devem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). No caso de crianças, o atendimento de maior complexidade é realizado no Hospital Municipal Valentina.