Hugo Motta convoca líderes para discutir votação do projeto que prevê o fim da escala 6×1

15 de junho de 2026

Segue a matéria reescrita em formato jornalístico:

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou para esta terça-feira (16), às 14h, uma reunião do Colégio de Líderes para discutir o Projeto de Lei 1838/26, que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.

Segundo Motta, o encontro terá como objetivo esclarecer pontos do parecer apresentado pelo relator da proposta, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA). O projeto, encaminhado pelo governo federal em abril, estabelece limite de 40 horas semanais e oito horas diárias de trabalho, além de garantir dois períodos de repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas.

Como tramita em regime de urgência, a matéria atualmente bloqueia a pauta do plenário da Câmara, impedindo a votação de outros projetos ordinários até sua apreciação.

Em publicação nas redes sociais, Hugo Motta afirmou que a análise do texto é necessária para destravar os trabalhos da Casa. “Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado Léo Prates vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6×1. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, declarou.

Léo Prates foi escolhido como relator do projeto na última quinta-feira (11). O parlamentar também foi responsável pelo relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduziu a jornada semanal de trabalho para 40 horas e instituiu a escala 5×2. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio e segue agora em análise no Senado Federal.

Além do projeto relacionado à jornada de trabalho, a reunião de líderes também discutirá o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando a prática inafiançável e imprescritível.

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, apresentou uma nova versão do texto na última semana. Entre as alterações, está a mudança na definição de misoginia, substituindo os termos “ódio” e “aversão” pelas expressões “menosprezo ou discriminação” em razão da condição de mulher.

De acordo com Hugo Motta, a expectativa é que tanto o projeto sobre o fim da escala 6×1 quanto o texto que trata da misoginia sejam votados pelo plenário da Câmara ainda nesta semana.