Nesta quarta-feira (20), o Santos FC protocolou um pedido de anulação da partida contra o Coritiba Foot Ball Club, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, alegando “erro de direito” por parte da arbitragem.
O lance polêmico aconteceu no segundo tempo, quando o Peixe perdia por 3 a 0. A comissão técnica santista preparava a entrada de Robinho Jr. no lugar de Escobar, mas o quarto árbitro, Bruno Mota Correia, acabou indicando na placa a saída de Neymar.
Naquele momento, o camisa 10 estava fora do gramado recebendo atendimento na panturrilha e não percebeu que seu número havia sido mostrado. Quando tentou retornar ao campo, foi impedido pela arbitragem, o que gerou forte reclamação do jogador.
Após a confusão, Neymar mostrou para a câmera da transmissão o papel entregue pela comissão técnica, no qual constava que a substituição correta era de Escobar.
O que é “erro de direito”?
O chamado erro de direito acontece quando um clube entende que foi prejudicado por uma aplicação incorreta das regras ou por uma falha processual durante a partida. No entendimento do Santos FC, o equívoco da arbitragem interferiu diretamente no jogo ao retirar um dos principais atletas da equipe de maneira irregular.
Segundo o artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, uma partida só pode ser anulada em situações que configurem erro de direito.
Quarto árbitro pode ser punido?
Especialistas em arbitragem consultados pela reportagem afirmam que Bruno Mota Correia não pode ser banido do futebol brasileiro pelo episódio. A tendência é que o árbitro receba apenas uma advertência administrativa, já que a falha é tratada como um “erro de processo”.