O policial militar José Eduardo de Oliveira Filho deixou o Presídio Especial do Valentina na tarde desta segunda-feira (13), em João Pessoa. Ele estava preso após ser acusado de envolvimento em uma confusão ocorrida em um camarote durante o desfile do bloco Muriçocas do Miramar.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) acompanhou o entendimento da defesa, apontando que não houve tentativa de homicídio, crime inicialmente atribuído ao policial.
Em nota, o advogado de defesa, Pedro Medeiros, afirmou que o policial agiu em legítima defesa, alegando que ele reagiu a “injustas agressões iniciadas por um grupo de jovens que promoviam desordem e instabilidade no local”. A defesa também contestou a acusação de tentativa de homicídio, dizendo que não há indícios de intenção de matar.
Ainda segundo a defesa, José Eduardo é policial militar com longa trajetória na segurança pública e sempre teve conduta considerada ilibada ao longo da carreira. O advogado também mencionou uma suposta “pressão política” no caso, citando que as vítimas têm parentesco com figuras políticas influentes nos âmbitos municipal e estadual.
O caso envolve uma das vítimas que seria filho do deputado federal Mersinho Lucena e neto do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
Entenda o caso
José Eduardo, que atua como policial militar em Pernambuco, teria se envolvido em uma briga com dois jovens durante uma confusão em um camarote do bloco Muriçocas do Miramar, no dia 11 de fevereiro. Ele foi preso dois dias depois, no dia 13, e só foi detido no último domingo (22). Desde então, estava custodiado no 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, em João Pessoa.