Casos de Influenza A seguem em alta no Brasil, aponta Fiocruz

03 de abril de 2026

O número de casos de influenza A continua em crescimento no Brasil. Segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em situação de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com níveis de risco ou alto risco e tendência de aumento.

O levantamento aponta que a influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são responsáveis pela maior parte dos casos de SRAG, podendo levar a óbito nas situações mais graves.

Dados divulgados pelo InfoGripe nesta quarta-feira (1º) mostram que, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, 27,4% dos casos positivos foram de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de VSR; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).

Entre os óbitos registrados no mesmo período, os percentuais foram: 36,9% por influenza A; 2,5% por influenza B; 5,9% por VSR; 30% por rinovírus; e 25,6% por Sars-CoV-2. O estudo corresponde à Semana Epidemiológica 12, entre os dias 22 e 28 de março.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a influenza, especialmente durante a Campanha Nacional de Imunização, iniciada no último dia 28. A ação, promovida pelo Ministério da Saúde com apoio de estados e municípios, segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, destaca que é essencial que grupos prioritários — como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação — mantenham a vacinação em dia.

Ela também ressalta a importância da imunização de gestantes a partir da 28ª semana contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento.

Além disso, a recomendação é o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração, especialmente para grupos de risco, bem como a manutenção de hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência. Em caso de sintomas gripais, o ideal é manter o isolamento. Se não for possível, a orientação é sair de casa utilizando máscaras de alta proteção, como PFF2 ou N95.