Jovem promessa de 19 anos do Manchester City abandona o futebol para cursar Direito: “Sinto que poderia ter ido além”

24 de novembro de 2025

Han Willhoft-King, que integrava o time sub-21 do Manchester City, decidiu encerrar precocemente sua carreira no futebol para seguir outro caminho: estudar Direito na Universidade de Oxford. A notícia surpreendeu o clube, já que o volante de 19 anos era considerado uma das promessas da base dos Citizens. Em entrevista ao The Guardian, ele explicou os motivos da decisão.

Segundo King, a rotina no futebol já não o estimulava mais:

— Sempre senti que faltava algo. Eu ainda amo o futebol, mas parecia que eu poderia estar fazendo mais. Sentia que estava desperdiçando horas do meu dia. Oxford me empolgou — tanto o ambiente quanto as pessoas. As lesões contaram, mas esse é o motivo mais fácil de citar. Eu precisava de algo que me desafiasse mais, talvez intelectualmente — disse o ex-jogador.

Das categorias de base ao desânimo

Revelado no Tottenham, King chegou a ser apontado pelo The Guardian como um dos maiores talentos da base dos Spurs. Atuou ao lado de jogadores hoje consolidados, como Nwaneri e Lewis-Skelly, do Arsenal, e também vestiu a camisa da seleção inglesa sub-16.

A virada na carreira começou em 2021/2022, quando uma lesão o afastou dos gramados por toda a temporada. Sem encontrar sequência, passou a refletir sobre seu futuro. Em 2025, foi convidado por universidades dos Estados Unidos, estudou na Universidade da Califórnia e jogou pelo time B do FC Cincinnati.

Pouco depois, recebeu uma oferta do Manchester City e retornou à Inglaterra. Apesar de viver a experiência de treinar com os profissionais, problemas físicos e a falta de motivação pesaram, levando-o a largar o futebol no início da atual temporada.

— Eu não estava curtindo. Talvez fosse o ambiente. Eu me entediava. Você treina, volta para casa e não faz muita coisa. Hoje é o contrário: falta tempo para tudo. Estou estudando, saindo com amigos ou jogando pela universidade — afirmou.

Experiência desconfortável nos treinos do City

King contou que até os treinos com o elenco principal se tornaram algo indesejado:

— Ninguém gostava. Era só pressão o tempo todo. Corríamos atrás da bola como cachorros por 30 minutos, uma hora. Não era nada agradável — revelou.

Novo futuro em Oxford

Agora em Oxford, onde integra o time da universidade, King garante que está convicto de sua escolha. Ele também refletiu sobre a volatilidade da carreira de jogador:

— Mesmo que eu conseguisse jogar na segunda ou terceira divisão e ganhasse um bom dinheiro, eu iria gostar? Eu não tinha certeza. Além disso, você joga por 10 ou 15 anos… e depois? A universidade me oferece uma base para construir algo que pode durar muito mais do que isso — concluiu.