Na última sexta-feira, 5 de setembro de 2025, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), alcançou dois novos recordes: 290 milhões de transações realizadas e R$ 164,8 bilhões movimentados em um único dia. Esses números superam o recorde anterior, registrado em 6 de junho de 2025, com 276,7 milhões de operações, e o de 20 de dezembro de 2024, com 252,1 milhões de transações. Segundo o BC, os resultados reforçam a relevância do Pix como uma infraestrutura digital pública essencial para a economia brasileira.
Em 2024, o Pix consolidou sua posição como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, com 63,8 bilhões de transações, um crescimento de 52% em relação aos 41,9 bilhões de 2023. O sistema superou a soma de outros meios de pagamento, como cartões de crédito, débito, boletos, TED, cartões pré-pagos e cheques, que juntos totalizaram 50,8 bilhões de operações. Entre os meios mais usados, após o Pix, estão o cartão de crédito (19,8 bilhões de transações), cartão de débito (16,7 bilhões), cartão pré-pago (9,2 bilhões), boletos (4,2 bilhões), TED (821 milhões) e cheques (125 milhões).
Em termos de valores transacionados, o Pix registrou R$ 26,9 trilhões em 2024, ficando em segundo lugar, atrás da TED, que movimentou R$ 43,1 trilhões. Os boletos (R$ 6,2 trilhões) e cartões de crédito (R$ 2,8 trilhões) aparecem na sequência. Segundo o BC, o Pix é amplamente utilizado para transações de menor valor, como pagamentos rotineiros, enquanto a TED segue sendo a preferida para operações de maior porte, especialmente entre empresas (B2B).
Lançado em 16 de novembro de 2020, o Pix rapidamente superou outros meios de pagamento. No primeiro mês, ultrapassou o DOC (descontinuado em fevereiro de 2024). Em janeiro de 2021, passou as transações com TED, e em março do mesmo ano, superou os boletos. Em maio de 2021, o Pix já havia superado a soma de todos esses meios. Em relação aos cartões, o sistema ultrapassou as operações de débito em janeiro de 2022 e as de crédito em fevereiro do mesmo ano.
O BC destaca que o Pix se tornou uma ferramenta indispensável para o dia a dia dos brasileiros, com crescimento acelerado no número de transações devido à sua praticidade e agilidade. “A população usa o Pix para pagamentos rotineiros, enquanto transações de maior valor, especialmente entre empresas, ainda preferem a TED”, afirmou Faria, representante do BC. Os recordes de 2025 evidenciam a consolidação do Pix como o principal meio de pagamento no Brasil, com impacto significativo na economia nacional.